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Coleta Seletiva

Repensar, reduzir, reutilizar e reciclar. Tudo junto!

O Programa

O Conjunto Nacional gera, todos os dias, 4 toneladas de resíduos. Se resolvesse depositar os detritos em plena via pública, construiria uma pirâmide de sacos plásticos com aproximadamente 4 metros de base e 2,5 metros de altura, diariamente. Aproximadamente 14 m3 de lixo, diários.

Para evitar essa verdadeira agressão ambiental, desde 1984, o Conjunto Nacional assumiu integralmente a responsabilidade pelo destino do seu lixo. Há 25 anos, criou o programa permanente de coleta seletiva como exemplo de um trabalho bem sucedido de reciclagem de resíduos. Uma enorme responsabilidade social que começou numa época em que esses termos eram poucos utilizados e conhecidos.

A cada mês, cerca de 17 toneladas de papel, plástico, vidro e alumínio são reciclados (17% do volume coletado). O programa se tornou um posto de entrega voluntária para vários edifícios localizados na região, e é modelo na cidade de São Paulo.

Todos os resíduos produzidos no edifício são diariamente recolhidos pelos coletores diretamente nos andares dos edifícios, nas lojas do centro comercial e nos recipientes espalhados em vários pontos da galeria. O edifício instalou também 26 lixeiras nas calçadas que o circundam.

Princípio Adotado

Se a separação dos resíduos não acontecer na fonte geradora, os recicláveis misturados ao lixo são encaminhados, por meio de caçambas compactadoras, para os aterros sanitários. Isso porque o edifício eliminou a triagem para separação dos resíduos para evitar qualquer contato manual dos coletores com os mesmos, preservando a sua qualidade de vida.

O maior benefício da separação na origem está na valorização das pessoas que lidam com o lixo, poupando-as de serviços desagradáveis e de riscos – ferimentos com vidros e materiais ambulatoriais infectados. O êxito da iniciativa depende, portanto, da participação de todos.

Central de Coleta

Todos os resíduos são encaminhados para a central de coleta, localizada no 2º subsolo. Os recicláveis são armazenados em baias separadas. O lixo ambulatorial e as lâmpadas fluorescentes são acondicionados separadamente, em recipientes fechados. O papelão, plástico e alumínio são compactados por uma prensa e embalado em fardos. A caçamba compactadora, que comporta 1,8 mil quilos, é responsável pelo lixo orgânico (não reciclável). É a substituição do lixo caótico e volumoso pelo organizado e compacto.

O edifício dispõe de uma máquina fragmentadora de papéis. Se o estabelecimento tiver documentos com informações confidenciais, um funcionário do local interessado poderá acompanhar, no 2º subsolo, a destruição dos mesmos.

Todo o lixo e o reciclável são pesados na central de coleta, e retirados por empresas contratadas. Os caminhões têm acesso direto ao local: tudo foi planejado para assegurar funcionalidade e limpeza permanente, evitando até sujeira nas calçadas.

História

Até 1984, a movimentação do lixo era um grande problema porque todos os resíduos gerados eram amontoados no subsolo, onde os antigos zeladores mandavam o pessoal da limpeza separar papel, papelão, vidros, latas e outros objetos, que depois eles vendiam. Os zeladores alegavam que, por uma questão de economia, era melhor trazer o catador que levava o lixo do que pagar pela sua retirada. A partir disso, o edifício começou a pagar para retirar. Inicialmente houve a contratação de dois containers, que ficavam no segundo subsolo, para onde eram conduzidos todos os resíduos coletados internamente.

Depois de quatro anos, com as obras de recuperação do Conjunto Nacional já em andamento, houve uma maior comercialização das áreas, o que resultou no aumento substancial da quantidade de lixo a ser retirada diariamente, quando dos iniciais dois containers o prédio chegou a dezessete, que à noite eram levados para a calçada da Rua Padre João Manuel, onde os caminhões que haviam sido contratados faziam o recolhimento.

Evidentemente, essa operação acabou criando sérios problemas devido às próprias características do edifício, pois os elevadores dos prédios comerciais não descem até o segundo subsolo. Assim, todo final de tarde, os carrinhos de coleta interna eram transportados até o térreo e depois levados pela galeria comercial até os elevadores que servem o terraço e as garagens, o que provocava longa fila em frente dos elevadores. À noite, as coisas pioravam ainda mais: a partir das 22 horas, um imenso comboio de lixo se deslocava pela galeria em direção à calçada, criando uma situação nada agradável para quem circulava pelo edifício e para o público dos cinemas e restaurantes.

Tornava-se necessário racionalizar a gestão de resíduos, e a primeira iniciativa foi contratar uma empresa que se dispusesse a retirá-los diretamente no segundo subsolo, evitando assim o “passeio” tão desagradável dos containers pela galeria.

Ao mesmo tempo, era visível a quantidade de recicláveis que fazia parte do lixo retirado diariamente. Foi assim que, a partir de 1990, quando pouco se falava em coleta seletiva, o condomínio começou a pensar nessa solução, procurando em princípio atingir dois grandes objetivos: diminuir a quantidade de lixo a ser retirado todos os dias e atender às condições de qualidade de vida, higiene e segurança, tanto para os funcionários da área de limpeza, quanto para os condôminos.

Em 1991, designou-se uma pessoa exclusivamente para realizar a tarefa de pesquisar, estudar e implantar um programa de coleta seletiva no Conjunto Nacional. Nesse ponto, foi de grande importância a contratação de Antônio Carlos de Carvalho, que levantou todas as possibilidades do projeto a partir de pesquisas pessoais e observação de casos. Havia a certeza de que a qualidade da ação dependeria da valorização dos menos privilegiados dentro da escala profissional: os funcionários da área de limpeza.

Depois de muito trabalho conjunto entre a administração, o público interno e os funcionários da limpeza, em Assembleia Geral Ordinária no dia 10 de março de 1992 foi aprovado e oficializado pelos condôminos o Programa Permanente de Coleta Seletiva. No início, algumas parcerias com os condôminos ajudaram muito, em especial com o Unibanco, através do projeto Unibanco Ecologia, que contribuiu com uma política correta de meio ambiente, acrescida de uma visão especial de valorização e respeito pelas atividades das pessoas que lidam com o lixo. A campanha foi um sucesso e, em 1994, o Unibanco Ecologia e o Conjunto Nacional ganharam o prêmio ‘Top de Ecologia’ da ADVB (Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil), sendo considerado um programa pioneiro em edifícios.

Resultados

 Fator Humano

Profissionalização, valorização e cuidado com a saúde dos que trabalham na coleta: treinamento, instalações adequadas e estímulo ao crescimento.

 Meio Ambiente (1994-2011)

O programa evitou que uma pirâmide de 2.840.323 quilos de recicláveis, equivalente a sete vezes a altura do condomínio, fosse para os aterros sanitários.

Mais de 153.000 quilos de vidro foram reciclados, economizando a extração de aproximadamente 198.900 quilos de minérios, como areia e calcário.

Enfileiradas, as 2.517.927 latas recicladas no edifício correspondem a uma distância de São Paulo a Limeira (cerca de 150km).

O edifício já enviou para a reciclagem cerca de 38 toneladas de alumínio, preservando 190 toneladas de minério da bauxita.

Na fabricação de uma tonelada de papel reciclado são necessários apenas 2 mil litros de água, ao passo que, no processo tradicional, este volume pode chegar a 100 mil litros por tonelada. O edifício já separou toneladas de papéis suficientes para economizar aproximadamente 247 milhões de litros de água.

O Conjunto Nacional enviou para a reciclagem mais de 2.517.927 latas de alumínio, que corresponde a uma economia de energia suficiente para manter uma TV ligada por aproximadamente 7 milhões de horas.

O programa já reciclou 109.699 quilos de plástico, que corresponde a uma economia de 14.261 quilos de petróleo.

Para se fabricar uma tonelada de papel são abatidas 20 árvores. O programa evitou a destruição de 50.593 árvores.

 Seminários

II Seminário de Avaliação de Experiências Brasileiras de Coleta Seletiva de Lixo, da Universidade federal Fluminense e Centro de Informações sobre Resíduos Sólidos – 1997.

III Seminário de Avaliação de Experiências brasileiras de Coleta seletiva, da Universidade Federal Fluminense e Centro de Informações sobre Resíduos Sólidos – 1998.

IV Seminário de Avaliação de Experiências Brasileiras de Coleta Seletiva, da Universidade Federal Fluminense e Centro de Informações sobre Resíduos Sólidos. – 1999.

Esses seminários geraram publicações divulgadas em todo o Brasil e no exterior:
Coleta Seletiva de Lixo – Experiências Brasileiras (números 2, 3 e 4), organizado pelo professor Emílio Maciel Eigenheer.

 Principais palestras realizadas:

Saiba como separar os seus resíduos:

Veja quais são os materiais recicláveis que a coleta seletiva do Conjunto Nacional recebe, e como descartar corretamente os materiais nocivos ao meio ambiente, que precisam de uma coleta especial.

  • Resíduos
  • Ambulatorial
  • Lâmpadas Fluorescentes
  • Óleo de cozinha
  • Pilhas e Baterias
Papel Plásticos Vidros Metais
 

Coleta Seletiva

 

Jornais, revistas, livros, cadernos, envelopes, papelão, formulários, listas telefônicas, embalagens longa vida Tampas, sacos, CDs, disquetes, embalagens de produtos de limpeza, PET (como garrafas de água, refrigerante), plásticos em geral Garrafas de bebida, frascos em geral, potes de produtos alimentícios, copos Latas de alumínio (refrigerante, cerveja, suco), latas de produtos alimentícios (óleo, leite em pó, conservas), tampas de garrafa
 

Lixo Comum

 

Papel carbono, celofane, papel vegetal, papéis encerados ou plastificados, papel higiênico, lenços de papel, guardanapos, fotografias, fitas ou etiquetas adesivas Embalagens plásticas metalizadas (como as de salgadinhos), isopor, cabos de panela, copos descartáveis sujos, tomadas Espelhos, cristais, vidros de janelas e de automóveis, lâmpadas, ampolas de medicamentos, cerâmicas, porcelanas, tubos de TV e de computadores Clipes, grampos, esponjas de aço, lata contaminada com resíduos químicos (tinta, verniz, inseticida etc.)

Os consultórios médicos, odontológicos, farmácias e laboratórios têm uma tarefa adicional: separar o lixo séptico, cuja manipulação exige cuidados especiais, estabelecidos por lei. Os principais resíduos dessa natureza podem ser classificados em duas espécies: resíduos infectantes (luvas, gases, esparadrapos) e perfurocortantes (agulhas, ampolas, instrumentos de cirurgia).

A Prefeitura coleta os resíduos dos serviços de saúde de pequenos e de grandes geradores, que obrigatoriamente devem ser cadastrados no LIMPURB, conforme a lei.

O edifício possui um container, cedido pela Prefeitura, em parceria com a concessionária Loga, para armazenar este tipo de resíduo dos condôminos cadastrados no Limpurb. Para isso, é necessário levá-los até a Central de Coleta. O objetivo desde serviço é realizar um encaminhamento seguro dos resíduos, visando a proteção dos trabalhadores que lidam com a coleta.

Apesar de economizar energia, as lâmpadas fluorescentes contêm mercúrio, substância nociva ao ser humano e ao meio ambiente. Enquanto estão intactas, elas não oferecem risco durante o manuseio. Se rompidas, liberam vapor de mercúrio, que é absorvido principalmente pelos pulmões, causando intoxicação. Por isso, é recomendável que as lâmpadas sejam armazenadas em local seco, dentro das embalagens originais.

As lâmpadas fluorescentes devem ser separadas do lixo orgânico e dos materiais tradicionalmente recicláveis, como vidro, papel e plásticos. O Conjunto Nacional recebe somente as lâmpadas dos estabelecimentos localizados no edifício.

Onde levar:

NATURALIS BRASIL – Itupeva
(11) 4496-6323
www.naturalisbrasil.com.br

O óleo de cozinha usado é altamente prejudicial ao ambiente, polui rios e pode danificar encanamentos. A simples atitude de não jogar o óleo no lixo ou no ralo da pia pode contribuir para reduzir o aquecimento global, pois sua decomposição emite na atmosfera metano, um dos principais gases causadores do efeito estufa.

Você pode reutilizá-lo para a fabricação de sabão ou enviá-lo para uma entidade que o reaproveite.

Onde levar:

Lojas do PÃO DE AÇÚCAR que possuem o coletor.
www.grupopaodeacucar.com.br

INSTITUTO TRIÂNGULO
(11) 4991-1112
www.triangulo.org.br

ECÓLEO
(11) 3081-3418
www.ecoleo.org.br

Segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), anualmente são produzidas cerca de 800 milhões de baterias e pilhas no Brasil. Descartá-las de forma incorreta é extremamente perigoso, pois apresentam em suas composições, substâncias perigosas e metais pesados, nocivos à saúde e ao meio ambiente.

O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) determina que esses produtos sejam entregues pelos usuários aos estabelecimentos que os comercializam ou a uma empresa especializada e licenciada para realizar a sua reciclagem.

Onde levar:

DROGARIA SÃO PAULO
www.drogariasaopaulo.com.br

SUZAQUIM
(11) 3159-2929
www.suzaquim.com.br

Dicas

 Reduza os Resíduos

A grande maioria dos materiais que utilizamos resultam desperdícios. Para solucionar a questão do excesso de lixo, é preciso que se invista em projetos baseados no conceito dos quatro erres: repensar, reduzir, reutilizar e reciclar

 Repense

A maioria dos panfletos que recebemos pelo correio ou nas ruas vai para o lixo e consome árvores, água e combustível. Evite que esse lixo-potencial chegue até você.

• Evite pegar folhetos distribuídos nas ruas.
• Peça ao banco que não mande extratos por correspondência.
• Retire seu nome do mailing das empresas que enviam folhetos com frequência.

Reduza
Reduzir o lixo significa diminuir o consumo de tudo o que não nos é realmente necessário.

• Antes de imprimir algum documento, pense se realmente há a necessidade de fazê-lo. A economia de papel é uma forma importante de proteger florestas e a água.
• Substitua os descartáveis, como copos e sacolas, por similares duráveis.
• Diminua o desperdício de alimentos, planejando melhor suas compras e refeições.
• Evite embalagens supérfluas, sofisticadas ou de difícil reciclagem, como o isopor.

Reutilize
Reutilizar significa utilizar um produto de várias maneiras.

• Reutilize potes de vidro para armazenar alimentos ou outros objetos.
• Utilize o papel usado para rascunho ou transforme as folhas em bloco de anotações.
• Utilize embalagens de papelão para armazenamento interno de recicláveis.

Recicle
Separe os materiais recicláveis.

A reciclagem permite aproveitar materiais recicláveis para a produção de novos bens. Exemplo: o copo de vidro que apareceu rachado, ao invés de ir para o lixo, pode tornar-se matéria-prima para novos vidros. Esse conceito sintetiza as atitudes práticas que podemos ter no nosso dia-a-dia para preservar a vida no planeta.

• Separe o papel, o vidro, o alumínio e o plástico e encaminhe-os para um local de coleta seletiva ou reciclagem.
• Utilize papéis reciclados.

Papel

• Separe o papel, o vidro, o alumínio e o plástico e encaminhe-os para um local de coleta seletiva ou reciclagem.
• Não molhe ou amasse os papéis.
• Retire elásticos e clipes maiores dos papéis.
• Não misture o papel com outros materiais. Deposite-o separadamente em caixas de papelão ou sacos plásticos.

Alumínio

• Prensar as latas de alumínio torna mais fácil o armazenamento e o seu transporte.

Vidro

• É mais seguro armazenar o vidro em caixas ou engradados do que em sacos plásticos.

Plástico

• Evite usar sacolas plásticas. Ao fazer compras, leve sua própria bolsa de plástico ou pano.

Pilhas e Baterias

Procure usar pilhas recarregáveis, pois geram menos resíduos que as pilhas descartáveis. Ao usar a bateria do celular, siga as recomendações do fabricante e aumente a vida útil do equipamento. Desta maneira, evitamos a fabricação de mais pilhas e baterias e geramos menos resíduos.

Embalagens Tetra Pak

O site Rota da Reciclagem mostra quais são as cooperativas, os pontos de entrega voluntária e os pontos comerciais que recebem embalagens de leite, sucos e molho de tomate. Para localizar pontos de reciclagem na cidade, acesse o site www.rotadareciclagem.com.br

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